Não me acorde não, coração Que esse mundo é um desafino só Embalei o sono em acordes tão profundos...deixa o mundo! Só me acode, coração Se eu parar de respirar Ou...se a canção terminar.
Talvez os olhos se fechem só por saberem que é atras da escuridão que se escondem os sonhos. Mas algumas vezes a escuridåo é tamanha, que nos faz temê-los e até duvidar. E então o sono se vai.
Alimentar a alma com a beleza da arte, ainda me parece ser a forma mais doce e poderosa de lutar contra a morte.
Não a morte física, esta que apesar de abreviar toda dor e sofrimento ainda nos causa pavor e nos parece incompreensível. Mas a morte das coisas que realmente nos mantém vivos, e das quais nos distanciamos todos os dias, cada vez mais, sem que tenhamos a verdadeira dimensão desta tragédia anunciada. Morremos todos os dias: de insensibilidade, de mau humor, de egoísmo, de impaciência, de raiva, de tristeza, de tédio...de desencanto.
Que bom quando podemos nos reencantar de algo...que bom que a arte tem o poder de nos salvar, como bem diz o filósofo, por muitas e muitas vezes.
**Voltando do teatro...hoje foi a vez de Molière dar seu recado e salvar algumas almas do tédio. Enchanté!